Se observarmos através da linha do tempo desde os povos primitivos (ágrafos) na antiguidade até os nossos dias, o conhecimento tornou-se alicerce da evolução do homem como também da filosofia e da ciência.
Cada período de evolução foi determinante onde a lógica e
a razão deu início fundamentalmente ao conhecimento filosófico com grandes
nomes tais como: Sócrates, Platão e Aristóteles.
A história registrou outros grandes estudiosos da idade
média, moderna e contemporânea, deixando evidente a importância do “conhecimento” em todos os tempos.
Se o conhecimento tornou-se fundamental na evolução
humana, podemos compreender que para as empresas, este tema não poderia ser
tratado de maneira diferente, considerando que os negócios são geridos pelos
homens.
As empresas que valorizam este assunto e investem em seus
colaboradores, tem se destacado de forma estratégica, nas últimas décadas de
grandes desafios, sejam no âmbito regional, nacional ou internacional.
As transformações de ordem Tecnológicas, Políticas,
Econômicas e Sociais e a necessidade de se manter competitiva no mercado,
levaram as mudanças no sistema de gestão autocrática oriunda do Taylorismo,
para um modelo de gestão e estrutura organizacional mais participativa,
flexível e descentralizada, buscando desenvolver e manter seus talentos.
As empresas
impulsionadas por novos modelos de gestão e de processos, buscam reduzir
custos, minimizar etapas de trabalho e agregar valores que são percebidos pelos
clientes.
Outros aspectos importantes, tem contribuído para as
mudanças, como por exemplo, a tecnologia da informação, a nanotecnologia e a revolução
da informática, mostrando a necessidade de repensar a gestão de pessoas e suas
competências.
Podemos de forma simples, lembrar que o sistema de gestão
de pessoas evoluiu passando de um modelo hierárquico rígido e lento para um
modelo flexível, inovador e empreendedor, sendo eles primeiramente Departamento
de Pessoal, posteriormente Administração de Recursos Humanos e atualmente Gestão
de Pessoas.
Hoje, o gerenciamento esta focado
para as pessoas, considerando seus talentos, dotados de capacidade, habilidade
e comprometidos com o sucesso da organização.
Fatores importantes são observados
dentro das organizações, principalmente aspectos comportamentais dos indivíduos,
como exemplo, seus relacionamentos, como
vendem os produtos, como dirigem os veículos da companhia, como tomam decisões,
entre outros.
Este fatores,
estão também diretamente ligados com as diretrizes da organização, das “Políticas”
estabelecidas de forma transparente, da compreensão da Visão do Clima, dos
Valores e da Cultura Organizacional.
Podemos questionar por que as organizações gerenciam as
competências técnicas e comportamentais de seus colaboradores. A resposta é
simples, pois são as pessoas que definem os rumos das organizações e lhe dão
alma.
Para manter e reter seus talentos, é necessário uma
relação entre empregado e empregador de “ganha & ganha”, e os dois lados
obterem vantagens equilibradas. As empresas buscam profissionais engajados,
comprometidos e que ofereçam qualidade ao seu trabalho e as pessoas buscam
satisfazer às suas necessidades, como alcançar desenvolvimento profissional,
enfrentar e superar desafios, obter autonomia, sentir-se responsáveis, manter
sua família economicamente e efetivamente, e ter uma vida feliz.
As empresas devem desenvolver uma política para o
gerenciamento estratégico das pessoas, buscando inovação na gestão com
resultados pessoais e empresariais.
As pessoas podem potencializar os pontos fortes de uma
empresa, ou reforçar as fragilidades.
Podemos citar alguns pontos importantes utilizados por
muitas empresas para melhoria na gestão de pessoas, tais como: manter elevada a
“motivação” das pessoas por meio de reconhecimento, desafio profissional e
plano de carreira; capacitar as pessoas para parceria focada em resultados,
auto-desenvolvimento e missão da empresa; fazer dos colaboradores agentes de
mudanças e transformações, visando adequação da empresa no mercado globalizado;
proporcionar um ambiente de trabalho seguro, confiabilidade entre as equipes,
estilos gerenciais com liberdade de atuação e autonomia, adequação na jornada
de trabalho, entre outros.
As constantes variações do mercado exigem flexibilidade
das empresas para adaptar-se rapidamente as novas tecnologias, conceitos,
políticas e tendências, afim de atender as expectativas da globalização, dos
colaboradores e clientes.
Concluindo, investir na Gestão de Pessoas, é conquistar a
confiança dos colaboradores, ser uma empresa receptiva, ser aberta e manter uma
postura ética, preocupada com os interesses das pessoas e da organização.
CG
CG
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