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sexta-feira, 28 de junho de 2013

FERRAMENTA - "GESTÃO ESTRATÉGICA DE CUSTOS"



MATÉRIA DIVULGADA NOS EUA DIRECIONADA AOS EMPRESÁRIOS

Esta matéria foi divulgada no NYT para empreendedores nos Estados Unidos da América, alertando-os sobre a importância de fazer uma administração eficiente de custos nas empresas.
Apresentaremos de forma resumida uma ferramenta de “Gestão Estratégica de Custos”, cujo objetivo é definir e trabalhar algumas questões fundamentais, como: qual o “posicionamento estratégico” seu negócio compete?; a análise da “cadeia de custos” é constantemente monitorada?; a empresa conhece todos os “direcionadores” que geram os custos?
Para melhor entendimento, vamos detalhar um pouco mais estas três questões:

1)     Posicionamento Estratégico: é a posição clara de seu produto no mercado, competindo pelo menor preço, mantendo menor custo ou produto diferenciado com preço superior.

  • Quando se posiciona pelo “menor preço” algumas considerações são relevantes, vejamos: Ter sempre o menor custo de fabricação para manter sempre menor preço; definir preço que permita maior vantagem competitiva; ter um processo de melhoria contínua.

  • Quando se posiciona pelo “produto diferenciado”: os produtos devem ter sempre qualidade superior; os clientes devem estar conscientizados pelo produto diferenciado; rapidez na reação de novos produtos; controle de custos rigorosos desde o desenvolvimento do projeto até a logística final e pós-vendas.

2)     Cadeia de Custos: É fundamental manter controle em toda a cadeia de custo que envolve seu negócio, podendo assim, flexibilizar preços tornando-se mais competitivo. Alguns autores definem como cadeia de valor eficiente quando a análise do custo é feita desde a extração da matéria prima até a entrega do produto para o cliente, porém, torna difícil para as organizações tal procedimento. Evidentemente a cadeia interna de valor deve ser trabalhada desde a criação, desenvolvimento, projeto, produção, distribuição, marketing e pós-vendas.

3)     Direcionadores de Custos: Os sistemas tradicionais de custos pressupõem que os custos são gerados pelo volume e que quanto mais você produz, maiores são seus custos. Para algumas empresas este pressuposto não tem mais validade buscando a distribuição de custos em todas as áreas diretas e indiretas, identificando custos estruturais e custos de execução, obtendo, portanto, uma visão diferenciada em seus direcionadores. Vejamos algumas classificações dos direcionadores:

A - Direcionadores de Custos Estruturais 

  •  Escala: É todo recurso investido em pesquisa, desenvolvimento, projeto, fabricação, distribuição, marketing e pós-vendas. 
  •  Escopo: Nível de produção interna e terceirizada. 
  •  Experiência: Know-how, Conhecimento e Inovação. 
  • Tecnologia: Processo usado em cada passo na cadeia de valor. 
  •  Complexidade: Variedade de produto ou serviço oferecido.

B - Direcionadores de Custos de Execução

  • Força de Trabalho: Envolvimento do pessoal no processo de melhoria contínua.
  • Qualidade: Gerenciamento pela qualidade total.
  • Escala de Investimento: Utilização da capacidade interna.
  • Layout: Eficiência da fábrica.
  • Configuração do produto: Eficiência do projeto.

Alguns autores e especialistas defendem que o controle de custo requer a minimização dos “direcionadores estruturais” e a “maximização dos direcionadores de execução”.
Em várias situações a relação entre custos e direcionadores de custos pode não ser aparente, e na maioria das vezes os direcionadores de custos, são resultados de decisões de longo prazo.
No passado as empresas concentravam-se no controle do custo de produção, pois ela, representava a maior parte do seu custo total. Hoje, com o ciclo de vida mais curto do produto, diversificação de produtos e clientes mais exigentes, aumentaram os custos de atividades antes e após o processo de produção.
Lembramos que a “Gestão Estratégica de Custos” é apenas uma das ferramentas utilizadas para administração de custos.
CG

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