MATÉRIA DIVULGADA NOS EUA DIRECIONADA AOS EMPRESÁRIOS
Esta matéria foi divulgada no NYT para empreendedores nos Estados Unidos
da América, alertando-os sobre a importância de fazer uma administração
eficiente de custos nas empresas.
Apresentaremos de forma resumida uma ferramenta
de “Gestão Estratégica de Custos”, cujo objetivo é definir e trabalhar
algumas questões fundamentais, como: qual o “posicionamento estratégico” seu negócio
compete?; a análise da “cadeia de custos” é constantemente monitorada?; a
empresa conhece todos os “direcionadores” que geram os custos?
Para melhor entendimento, vamos detalhar um pouco mais estas três questões:
1)
Posicionamento Estratégico: é a posição clara de seu
produto no mercado, competindo pelo menor preço, mantendo menor custo ou
produto diferenciado com preço superior.
- Quando se posiciona pelo “menor preço” algumas considerações são relevantes, vejamos: Ter sempre o menor custo de fabricação para manter sempre menor preço; definir preço que permita maior vantagem competitiva; ter um processo de melhoria contínua.
- Quando se posiciona pelo “produto diferenciado”: os produtos devem ter sempre qualidade superior; os clientes devem estar conscientizados pelo produto diferenciado; rapidez na reação de novos produtos; controle de custos rigorosos desde o desenvolvimento do projeto até a logística final e pós-vendas.
2)
Cadeia de Custos: É fundamental manter controle em
toda a cadeia de custo que envolve seu negócio, podendo assim, flexibilizar
preços tornando-se mais competitivo. Alguns autores definem como cadeia de
valor eficiente quando a análise do custo é feita desde a extração da matéria
prima até a entrega do produto para o cliente, porém, torna difícil para as
organizações tal procedimento. Evidentemente a cadeia interna de valor deve ser
trabalhada desde a criação, desenvolvimento, projeto, produção, distribuição,
marketing e pós-vendas.
3)
Direcionadores de Custos: Os sistemas tradicionais de
custos pressupõem que os custos são gerados pelo volume e que quanto mais você
produz, maiores são seus custos. Para algumas empresas este pressuposto não tem
mais validade buscando a distribuição de custos em todas as áreas diretas e
indiretas, identificando custos
estruturais e custos de execução,
obtendo, portanto, uma visão diferenciada em seus direcionadores. Vejamos algumas
classificações dos direcionadores:
A - Direcionadores de Custos Estruturais
- Escala: É todo recurso investido em pesquisa, desenvolvimento, projeto, fabricação, distribuição, marketing e pós-vendas.
- Escopo: Nível de produção interna e terceirizada.
- Experiência: Know-how, Conhecimento e Inovação.
- Tecnologia: Processo usado em cada passo na cadeia de valor.
- Complexidade: Variedade de produto ou serviço oferecido.
B - Direcionadores de Custos de Execução
- Força de Trabalho: Envolvimento do pessoal no processo de melhoria contínua.
- Qualidade: Gerenciamento pela qualidade total.
- Escala de Investimento: Utilização da capacidade interna.
- Layout: Eficiência da fábrica.
- Configuração do produto: Eficiência do projeto.
Alguns autores e especialistas defendem que o controle de custo requer a
minimização dos “direcionadores
estruturais” e a “maximização dos
direcionadores de execução”.
Em várias situações a relação entre custos e
direcionadores de custos pode não ser aparente, e na maioria das vezes os
direcionadores de custos, são resultados de decisões de longo prazo.
No passado as empresas concentravam-se no controle do custo de produção,
pois ela, representava a maior parte do seu custo total. Hoje, com o ciclo de
vida mais curto do produto, diversificação de produtos e clientes mais
exigentes, aumentaram os custos de atividades antes e após o processo de
produção.
Lembramos que a “Gestão Estratégica de Custos” é apenas uma das
ferramentas utilizadas para administração de custos.
CG
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